Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Estou com umas dores no peito desde quinta. Não são frequentes, mas todo dia ocorrem e me deixam com muito medo, fico alarmada. Sinto muitas outras coisas, já fui ao médico e ele disse não parecer ter fundo cardiológico. Me mandou fazer exames pra avaliar melhor e, do jeito que posso, vou tentando driblar o meu emocional, pois, geralmente, tudo não passa de coisa da minha cabeça, como diz mamãe. Não sei o que é. Se é emocional, se é físico, se são ambos, se não é nada disso, se vem do espírito tribulado, sei lá.

Ahh, isso tudo me agonia! Tanto que ando fazendo faxina. Não sei explicar, mas a intenção é tirar esta percepção de peso demasiado sobre meus pequenos ombros. Quem disse que o vazio não pesa? (Tá, se não pesa, deixa tudo denso, o que dá no mesmo).

Meus sentimentos estão nos limites. Todos eles. Ando com receio de tomar atitudes precipitadas (porque impulsividade é o meu quarto nome), mas algo aqui dentro anda gritando nos ouvidos da razão que do jeito que está não pode ficar. E o pior é saber que a razão está certa. Mas… o que é que coragem come, hã?

A duras penas aprendi que, aquilo que não me faz bem ou me faz mais mal numa soma geral, não serve para minha vida. É um modo cruel e descartável de pensar, mas não encaro esse modo de tratar desde agora. Relutei em acompanhar esta realidade, mas ela existe e me persegue. Então, vou facilitar para quem me cobra além das minhas possibilidades? Desde que descobri minhas rédeas já não faço isso.

Cautela e canja de galinha não fazem mal, né? Logo, o meu erro foi acreditar que a cautela estaria junto à canja quando me saciava. Ponto pra quem?

Ao contrário dos motivos destas dores e sensações ruins que andam me acompanhando, neste restante está tudo muito claro. E preciso aprender ouvir quando os berros começam a me alertar. Geralmente, sempre me ferro quando os escuto com o aparelho auditivo da ilusão.

Tô cansada de tantos murros em ponta de faca.

Um comentário sobre “Unilateralidade

  1. Emela disse:

    Poxa, a realizade é algo que nem sempre nos deixa feliz…
    Conhecer a si mesmo {o que tu tens conseguido fazer}, é maravilhoso e nos causa um grande sofrimento, mas é assim que sabemos nos corrigir pra crescer.
    beijos

    Curtir

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