Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Dias complicados estes. Quando dá uma maneirada, vem um baque novo, uma lágrima nova por um motivo manjado, uma dor desnecessária, alguma coisa ruim que preciso engolir a seco.

Primeiro, uma agonia, uma avidez por querer certezas e a consciência de que nem tudo pode ser pra anteontem. Irônico pra um ser que vive atrasada, que detesta a pressa alheia. E depois um esforço incrível pra alcançar algo que não é, assim, uma Brastemp, mas pode quebrar um galho. Um galhão, melhor dizendo. Só por causa disso passei 5 dias com dores horríveis nas pernas e nas plantas do pés.

Daí, quando parecia tranquila, serena nos meus momentos, vem a ignorância em forma de gente. Não sou lá a pessoa mais frágil pra gente ríspida e autoritária. Mas a verdade é que não tolero gente tentando pisar no meu pescoço. Isso tá no sangue. A fisionomia muda, o céu fica turvo mesmo e a minha santa e bendita impulsão me tira do sério antes mesmo de prestar atenção no que falo. Talvez porque lá atrás, num certo momento da minha vida, fez gato e sapato da minha boa índole. Incompreensível, mas real. Tão real que me incomoda demais.

Mas o tempo passa, a gente conta até 10 (pavio looooooongo) e a irritação evapora. Principalmente quando o coração toma as rédeas. Parece que tudo fica em segundo plano.

Só que, você bem sabe, o coração é um sujeito burro demais. Eu sei. O meu é, afinal.

E pior é quando ele resolve amarrar o burro (pobre animalzinho..) no lugar mais inapropriado.

Eu que aguente!

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