Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

“Um lugar lindo. Água despencando nas cachoeiras, muito verde, céuzinho azul, aquele cheirinho de vida. Eu, ele e uma barraquinha. Tomando banho, tomando sol, brincadeiras, risos frouxos, papo sério, nós. E lá foi ele nadar sob a guarda do meu olhar. Me chamou, mas preferi ficar de sentinela, olhando e viajando em cada movimento dos braços dele. Em cada vez que ele ressurgia nas águas, a pergunta vinha rápida: ‘como podia ter se tornado tão especial?‘. E ele me respondia sem dizer uma palavra: ‘Foi conquistado.’ Humm, conquistado.. e lá vinha ele me tirando do meio dos pensamentos. Como sempre, sem querer. Ele molhado (pela água), eu quente (pelas idéias) e lá fomos pro nosso banho conjunto. Veio o medo. Quis dizer pra não me soltar, mas tive vergonha. E como se me lesse, ele não soltou a mão. Parecia tão pouco, mas me senti tão feliz!  ‘Felicidade conquistada!’, eu pensava. E era a mesma felicidade que saía das águas comigo, para em seguida deitar no meu colo, com aqueles anéis escurinhos pedindo cafuné enquanto secavam, me dizendo alguma coisa sorrindo. E eu sorria junto. Tão junto que podia beijá-lo sem nenhum recato, sem nenhuma pressa…”

..e o despertador tocou.

grrr. 😦

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