Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Estava eu aqui olhando o calendário ao lado, quando, de repente, me toquei: Caraca, maluco!! O tempo tá voaaando!!

E não é em 2ª marcha. O tempo anda tão acelerado, que mais uma vez me ressinto desse fator 24h. Tá pouco demais, não consigo fazer quase nada. Também, pudera: minha vida se resume a casa e cursinho. Não sobra tempo nem pra malhar, nem pro cinema, nem pra sair, nem pra necas.

Se resolvo usar os tempos livres para progamas diferentes, deixo de estudar. E se deixo de estudar, sofro de crise na consciência. Tá um negócio meio assim: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Por exemplo: há dias que sequer almoço e atravesso as horas só com o desjejum (e olhe lá!). Tá, eu sei que é loucura fazer isso, que o corpo vai reclamar e blablabla, mas faço o quê? Já são duas semanas em que só “sossego” nos domingos e segundas (isso porque falto as aulas de constitucional – pelo menos, quando eu tomar bomba, sei que foi por uma boa causa).

Alguma novidade nisso tudo? Talvez não. Mas algumas coisas boas, sim. Fora o aprendizado, tenho me surpreendido tão ligeira, tenho estado em contato diretíssimo com esse mundo louco dos concurseiros (o negócio é muito sério, visse?) e, vez ou outra, acabo me achando boa demais – e ruim demais, também. Tenho conseguido sobreviver sem os vícios cibernéticos; televisão e rádio sequer vejo/ouço enquanto me arrumo pro trabalho.

Ah, e o trabalho?

Bom, o trabalho continua a mesma coisa desestimulante. Houve uma greve muito da sua mal-organizada, onde só se deu bem quem tinha mais bala na agulha e que me apresentou uma política sórdida e suja (que eu só conhecia de ouvir falar..) e me mostrou que são poucas as pessoas que sabem o verdadeiro sentido das palavras “vestir a camisa“. Moral da história? O povo escolhe seus representantes e se submete aos massacres e desmandos deles. O parágrafo único do Art. 1º da Constituição Federal é só pra inglês ver. A realidade é obtusamente diferente.

Particularmente, a minha sorte é que não sou pessimista e vejo que tudo possui um lado bom (mesmo que, as vezes, eu precise ficar me recitando isso como um mantra.). Tinha que estar ali pra aprender alguma coisa. E essa “alguma coisa” é justamente o que tem me feito, todos os dias, aguentar o tranco. Não é fácil ver, ouvir e sentir certas coisas. Não mesmo.

Mas..tudo será válido, tenho certeza. 😉

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