Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Fé é algo que anda comigo. As vezes, dizem que não tenho fé, nem nas pessoas, nem em mim e duvidam até mesmo que possa vir a ter fé no Cristo. Bom, o que me dizem ou como me vêem a respeito disso – fé que é algo tão valioso em meus conceitos e entendimentos – deixo entrar por um ouvido e sair pelo outro. Simplesmente porque sobre minha fé só eu posso dizer, falar, dimensionar, questionar.

Creio que consciência de fé, amadurecida e real em mim, só passei a ter de uns 8, 9 anos pra cá. Hoje, posso dizer que minha fé num amor maior que o meu entendimento já me salvou de armadilhas, depressões, angústias e até de um suicídio. Já me tirou da zero auto-estima, me ajudou a ser forte na época da quase certa partida de meu pai, me fez repensar um ex-quase casamento, jamais me deixou sentir a tal curiosidade pelas drogas – já que elas sempre estiveram bem pertinho de mim, seja na escola, seja na vizinhança, seja na faculdade – nem pelo alcoolismo que quase destruiu minha família por duas vezes.

E credito isso a fé? Credito sim. Tem gente que busca a maconha pra ver a vida melhor, outros enfiam dúzias de canecas de chopp goela abaixo para ‘ter’ a sensação de que tudo é bem cor-de-rosa, outros desistem de tantos tropeços e derrotas e não encontram outra saída que não seja morrer. A minha saída é acreditar, ainda que tudo pareça sem solução, que a minha fé em Deus, isto é, minha fé na paz e ciência de que Ele jamais me faltará é válida. E Ele nunca me faltou, não importa o tamanho da minha dificuldade.

O amor de Deus é algo, assim, que me fascina. Eu, um ser de coração mole, de capacidade muito grande pra amar, confesso que nem passa pelos meus sentidos quão grande é o amor de Deus por nós. A Sua Palavra nos diz que o tamanho de Seu amor pelos homens foi o suficiente para que Ele, em forma humana, se dispusse a morrer na cruz para tivessemos uma outra chance que não fosse a condenação eterna. Jesus morreu na pior forma de condenação na época de sua existência: a morte de cruz. (Fico pensando quantos de nós teríamos tanto amor e abnegação pra morrer pelo outro. Pouquíssimos, pra não dizer quase ninguém..né?)

A primeira vez que li sobre estudos que eram feitos para dimensionar o impacto dos açoites – o início do martírio – no corpo de Cristo, chorei muito. E chorei como se estivesse sentindo aquilo em mim mesma. Na época, lá no final dos anos 90, eram apenas fragmentos que me deixavam cada vez mais ciente da existência de um amor verdadeiro.

Agora, no final de fevereiro, finalmente foi publicado o livro que detalha esses fragmentos que citei. Aqui, é possível vislumbrar como foram feitos e as conclusões dos estudos. É de arrepiar! Assistir ao filme ‘A Paixão de Cristo’, de Mel Gibson, parece até fichinha diante desses detalhamentos.

E dai que, inevitavelmente, vem de novo a indagação: quantos de nós suportaria tanta dor, tanto massacre, tanta humilhação apenas por amor ao seu próximo?

Só Deus mesmo. Só Ele.

CHAG SAMEACH!

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