Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Quando era criança, ao me perguntarem o que queria ser, sempre respondia:

– “Professora”.

Eu realmente queria ser. Acho que até os meados no nível médio, pensava que de algum modo seria professora. Mas depois descobri que meu dom de ensinar é ínfimo. Aquela coisa de que só sei dividir aprendizado comigo mesma, sabe?

Depois, lá pela 8ª série, quis ser oceanógrafa (olha a água aííí!). Mas eu precisaria saber nadar e lá desisti da idéia. Foi talvez o desejo mais relâmpago que já tive na vida, rss.

Se bem que, aos 12 anos, coloquei na cabeça que minha vida seria seguir a carreira jurídica. Toda vez que passava pela frente do Tribunal era um tal de falar com meus botões: “Ainda trabalharei aí!” E assim me mantive firme até o dia de inscrição no vestibular, quando peguei e joguei meus caminhos num rumo que jamais imaginei. Rumo este que sigo agora, aos trancos e barrancos; amando – as vezes – e odiando – outras tantas.

No entremeio dos meus sonhos, já quis ser diplomata, também. Mas isso seria umas das opções da carreira jurídica que eu sonhava. Só que mal sabia o português, quanto mais inglês, espanhol, francês… (e lá se foi mais uma idéia pro ralo). Ainda mantenho o sonho de ao menos cursar Direito, usar o rubi no dedo, me vestir de vermelho na formatura.. essas coisas bobinhas.

De um certo tempo pra cá, descobri aptidões para informática e webdesign. É uma facilidade pra aprender esses trecos todos. Meu irmão até já perguntou porque não escolhi algo nessa área pra fazer. E nunca sei o que responder. Talvez até saiba, porque, na realidade, não dá pra fugir das nossas escolhas.

Hoje sou administradora. Um curso interessante, uma categoria desvalorizada. Até um gari – sem querer menosprezar,tá? – pode chegar a ser “administrador”. Eu e vários colegas, administradores de fato e direito – com CRA e tudo mais -, temos que amargar a realidade de nos deparar com ‘QI’s’ que nos deixam a margem. E, mesmo nos enveredando para o serviço público, encontramos dificuldades.

Somos ralé, é essa a realidade dos administradores. Mais de 40 anos de profissão regularizada e ainda precisamos engolir qualquer um metendo o bedelho em gestão. O orgulho profissional vai pro chinelo!

pinup21.jpg

A decepção é tanta que, se me perguntassem hoje o que seria quando crescesse, diria:

-“Quero ser um pin-up!”

Pelo menos eu sentiria algum glamour na minha vida.

Pelo menos.

Um comentário sobre “O que você quer ser quando crescer?

  1. Flávio Fozzy disse:

    hahaha!

    nem sei o que comentar… Adoro o visual pin-up e até estou pensando em tatuar algo na coxa esquerda. Coxa esquerda porque já planejei outra pra direita, mas deixe pra lá.

    Atualmente concluo o 3º ano de administração, e daqui a pouco me formo. Eu entendi o lance do gari, msm pq qualquer um tem capacidade de completar um curso superior… Mas tá foda msm, quando olho pro lado percebo outros colegas e são apenas colegas ou mais peso morto na sociedade… Não sei se fico bobo ou me alegro por existirem menos competindo comigo. Mas enfim, nem todo mundo que se forma vai arrasar c/ sucesso, na verdade a grande maioria nem almeja isso. Mas fica “sussa” porque pelo pouco que tenho lido por aqui… Sua cabeça é beeeem pensante.

    Abraços querida. Até.

    Curtir

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