Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

Ontem, em meio aos pensamentos, me peguei tentando lembrar do riso do meu pai. Forçava a mente e cheguei a conclusão que esses quase 7 anos já estão apagando algumas das minhas recordações.

Fiquei muito triste, então. Não conseguia lembrar do som, nem das feições do rosto, nada.

Mas num lapso da memória, me veio a recordação de meu pai gargalhando, vendo TV. Rindo já a ponto de chorar de uma baboseira qualquer. Eram raros esses momentos: ver a face sisuda, séria, austera do meu pai irradiada por risos incontidos. Dava vontade de rir junto. Muuuito bom!

Infelizmente, cada dia vai ficando mais difícil fixar as lembranças. Elas vão esmaecendo, desbotando, nos forçando a testar o poder da memória. E eu não quero esquecer. Não das boas e raras lembranças do meu pai.

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