Caneta e Papel

(com qualquer ou nenhuma inspiração.)

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Tá um vazio aqui dentro e, ao mesmo tempo, uma ausência que pesa, ocupando tudo. Redemoinhos que chegaram e me deixaram assim, sem um norte.

É um engolir à seco cada vez que a saudade chega e me aperta, avassaladora, por dentro. As lágrimas vem e enchem as bordas dos olhos, nem sei como tenho conseguido disfarçá-las.

Não devia estar me sentindo assim. Não devia. Fiz tudo o que meu coração, minha mente, meu afeto pediram. Não neguei nada e fui só, somente só, amor. Tentei, lutei, reconheci erros, me desculpei, corri atrás de melhorias, cresci, me reinventei. Mas não deu, não foi suficiente. Que imensa é esta dor!

O que será que aconteceu? O tempo? A rotina? Alguma inércia? O que eu fiz? O que eu não fiz? O que faltou? Ahhh, quantas perguntas borbulham! E deve ser por isso que, quando a mente começa a ficar muito barulhenta, coloco um som bem alto nos ouvidos, pra desviar as ideias. Ou pra organizá-las. Ou para que jorrem pelos olhos.

Sinto que nos amamos ainda, num elo que não é daqui desse mundo, dessa vida. Que somos uma dupla (e tanto!) e que essa parceria nunca foi do acaso. Talvez justo por isso meu maior medo é que nos percamos nessas buscas pelo desconhecido, nessa grande loteria que surge do desistir.

“Tem tanto amor dentro de mim por você!” E, de repente, não sei o que posso fazer com isso. Esconder? Sufocar? Ignorar? Não tenho ideia de como fazer, porque simplesmente não consigo. Talvez se houvesse raiva fosse fácil agir e encontrar uma saída. Mas nem mágoas tenho: é só muita tristeza.

O carinho, o respeito, o afeto, a admiração, o desejo permanecem. Mas prometi, dei minha palavra: vou respeitar. E ainda que precise cortar meu coração em vários pedaços, vou cumprir. Se fosse diferente disso, nunca seria verdadeiro o amor que tenho sentido e demonstrado até aqui.

Ele preferiu buscar outros rumos, outros caminhos, outros laços e a mim só coube aceitar. Apesar de empurrada nesse caminho que não procurei, vou continuar. Preciso continuar. Mesmo sozinha. Com todo amor que posso ter em mim, desejando que possamos ser felizes.

Mas, se em algum instante de descuido, nossos caminhos penderem pra mesma direção novamente, desejo apenas que a vida, o tempo e Deus possam ser, novamente, maravilhosos conosco.

Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul

 

CI2RMV5WIAQSR7qDizem que o mês de agosto é o dos bichos peçonhentos, daqueles que picam, ferem, imobilizam a vítima e, às vezes, até envenenam quando não a querem mais.

Não sei se existe fundamento, mas a verdade é que há alguns ‘agostos’ tenho sido continuamente picada por um bichinho em forma de balança e apesar de, ironicamente, possuir um ferrão não é daqui que sai o veneno dominante dessa relação.

Ele sim. Ele sempre surpreendendo. Jantarzinho. Dancinha. 50 tons de cinza. Aquela dor gostosa. A falta de visão curiosa. O querer tocar e não poder. O nosso bailar de corpos.

Assim como há 09 anos, a comemoração foi cheia de amor, de calor, de ardor, de querer, de prazer, de liberdade, de verdade. E, cá com meus botões desabotoados, só consigo pensar: ainda bem que certas coisas (nunca) mudam. ❤

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A folhinha virou. Pela nona vez é 29 de agosto. Aqui dentro, as memórias desse tempo todo, daquelas que nenhum manual poderia instruir, rebobinam-se em replay. É significativo que as bodas de namoro sejam as Orquídeas, cujos galhos suaves até envergam, parecendo que vão quebrar, mas voltam fortes e exalando ainda mais perfume.

Apesar de muito querer e buscar fazer valer a pena, nunca imaginei que iríamos tão longe assim. Mas deve ser porque optei viver dia após dia desta caminhada, contemplando cada percurso, enxergando cada curva dessa história que ele veio viver e escrever junto comigo, desenvolvendo algo que não sei explicar, mas que está aí para quem queira se inspirar. Longe de sermos perfeitos: escrevemos o nosso livro de amor com os enredos que somente nós poderíamos compreender.

Continuamos diferentes, sim, sendo complementos, estando entre as apostas um do outro. Ele continua sendo meu maior teste, meu maior desafio, minhas engolidas em seco, meu orgulho, minhas verdades na lata, meu sono tranquilo (e, às vezes, a insônia atrevida também). E eu, por duas vezes, tive que me reconhecer uma aprendiz para depois entender que, na verdade, sou uma lagarta tentando ser borboleta no jardim desafiador da vida.

Há nove anos ele é a minha curiosidade transformada em ossos, músculos, sorriso, toques, ousadias e fantasias. Em batalhas, vitórias, crescimento, experiências e na reciprocidade que tanto buscamos. E se um dia acreditei que não seria capaz de sentir tanto amor, hoje sei que realmente não sei do quanto ainda cabe aqui no peito. Sabe quando parece que está perto do esgotamento? Então, aí é que a coisa expande!

Te amo!

retorno

Anos depois… a imagem é autoexplicativa.
Afinal, você lembra que tem um blog e começa a se rememorar.
Mas o que me trouxe aqui, mesmo, é a necessidade de escrever sobre aquilo que, às vezes, pesa demasiadamente (ou não pesa nada, mas assim mesmo o serumaninho quer botar pra fora, rs).
E quanta coisa mudou…
Let’s write!

Gente, o que foi aquele show do Sir Paul Mccartney transmitido pela Globo? Uma emoção indescritível! Não tem preço ouvir um Beatle cantar.. Beatles. Chorei, o coração queria soltar pela boca, afinal tenho déjàvus com as músicas dos besouros since 1993, rsrs. E o que era o Morumbi uníssono em Yesterday? Live and let die tá em randômico aqui na minha mente. UH!

Consegui uns videozinhos do show de Sampa City no You Tube:

\,,/

 

O tempo parou? Nãã.. ele continua aí, rolando. Voando.
Esqueci um bocadinho daqui novamente. Tudo por uma boa causa: vivendo a vidinha real.
Do último post até hoje aconteceram tantas coisas. A Dilma se elegeu, os mineiros chilenos voltaram do fundo da Terra, meu cachorro de 17 anos quaaase me deixa, voltei a estudar com mais afinco, decidi que 2011 será diferente, me permiti às loucuras, voltei a malhar, fiz 32 anos…

32 anos? É, companheiro, não parece, mas é isso mesmo. Espero que nos 42 eu continue não aparentando, risos. Nem sou tão caxias com isso, mas é sempre muito bom ouvir dos outros que pareço ter 10 ou 9 anos a menos. Genética da boa!!

Continuo trabalhando, mas o bichinho carpinteiro do ‘quero algo melhor’ voltou a me picar. Bom, correndo atrás, nada vai cair do céu mesmo. Mas confesso que já estou cansando. Parece que essa vida de estudante jamais acaba (se bem que dias atrás estava com saudades da vida de acadêmica, vai entender, rsrsr). Quero chegar logo na fase de escrever aqui “Fui ali passar uns dias no Nordeste. Volto depois”.

A especialização.. ah, essa lenda da federal me desgostou. Tive que desistir. Começarei do zero em outro lugar. Isso se não der na telha (e em alguma programação por aí) fazer o mestrado. Mato logo duas cobras. O problema é que, senso comum, qualquer um pode ser administrador, gestor. Logo, cursos dessa natureza nos mestrados são ultra difíceis de encontrar.

Tenho sentido muita falta dos meus amigos e amigas. Uns meses atrás bateu saudade da época que nos reuniamos pra pizzas, passeios, ouvir um rock, coisas que nos mantinham mais em contato. Mas cada um tem uma vida pra viver, os caminhos nem sempre ficam cruzados pra sempre, escolhas da vida que nos afastam, mas também nos ajudam a entender quem realmente importa.

Esses dois últimos meses do ano sãos os mais ferrenhos, complicados pra mim nos últimos anos. Parece que este ano mais importantes do que nunca.

Vida que segue. Roda que gira.

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